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Como a arquitetura pode contribuir com a COP26 - 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas

Como a arquitetura pode contribuir com a COP26 - 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas

Quase 40% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas à energia são do setor de construção, de acordo com o relatório 2020 do Painel Internacional de Recursos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma. 

Atitudes simples, como colaborar com projetos sócioambientais na área de arquitetura e decoração, e exemplos que já existem no setor, são destaques para conscientizar profissionais e clientes quanto as emissões de gases de efeito estufa que não se fazem somente com a construção de novos edifícios, mas também com a reforma dos já existentes, por isso, a consciência e a responsabilidade da arquitetura diante das Mudanças Climáticas, discutidas de 31 de outubro e 12 de novembro de 2021, sob a presidência de Alok Sharma, em Glasgow, Escócia, Reino Unido, é fundamental para resultados positivos.

Resultados que são promessas feitas em 2015 no Acordo de Paris, entre 195 países e a União Europeia, onde já se sabia que o gás Metano é responsável por 30% do aquecimento global, e que o Brasil é o quinto maior emissor do gás, segundo especialistas ouvidos pelo portal G1 Meio Ambiente em novembro de 2021.

No Acordo de Paris, todos os países do mundo concordaram em aumentar os esforços para limitar o aquecimento global a 1,5 °C acima das temperaturas da era pré-industrial, e ampliar o financiamento em ação climática.  Mas os resultados até agora não são satisfatórios.

Sem ação decisiva de conter o avanço do aquecimento da Terra, estamos jogando com a nossa última oportunidade de literalmente, inverter a maré”, afirmou o secretário-geral da ONU António Guterres antes da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP26. 

O Gás Metano

Somente para este problema, diversas fontes são responsáveis pela emissão descontrolada na atmosfera, como a decomposição de resíduo orgânico em aterros sanitários e lixõeso que pode ser transformado em biogás e usado para gerar energia para cidades, como é o caso da Prefeitura de São Paulo, que conta com usinas de biogás nos aterros Bandeirantes e São João, que além de transformarem o metano em energia para 700 mil habitantes, também vendem os chamados créditos de carbono, possibilitando a redução em até 12% de emissões de gases do efeito estufa, segundo o portal eclycle.

Outras fontes de emissão do gás metano na atmosfera referem-se ao transporte e indústrias, a perda florestal e a degradação do solo, o uso de energia fóssil e a fermentação entérica, conhecida como arroto do boi, que foi responsável por 64,6% das emissões do setor de agropecuária e 17% das emissões totais de gases de efeito estufa no Brasil em 2020, segundo o portal Exame.

Como a arquitetura pode contribuir

relatório 2020 do Painel Internacional de Recursos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, propõe uma série de estratégias de eficiência material, como o uso de menos materiais, produtos alternativos ou reciclagem de materiais.  

Porém, o começo do trabalho é a constante atualização por parte dos profissionais de arquitetura e decoração quanto às alternativas sustentáveis e que realmente geram impacto positivo na conservação do planeta. Uma vez atualizados, é também de responsabilidade destes profissionais o repasse das informações aos seus clientes, que em muitos casos buscam por ser mais sustentáveis em suas construções, porém não são acolhidos com soluções verdes, pois os próprios profissionais também não as sabem distinguir.

A madeira produzida de maneira sustentável, por exemplo, pode reduzir as emissões em 1% a 8% neste período. Segundo Martina Otto, Diretora de Cidades e Lifestyles na UNEP, “há uma variedade de novos produtos, como resíduos agrícolas, que podem ajudar.” 

A utilização de energia renovável nos projetos, o não uso de combustível fóssil como derivados do petróleo, a utilização de técnicas de arquitetura que fazem melhor o ar circular entre os espaços, com mais iluminação natural e a consciência dos materiais usados, vindos diretos da indústria, como tintas e outros elementos, que devem ser certificados pelas empresas que os oferecem em consciência ambiental, são pequenos exemplos de como a arquitetura pode contribuir com as Mudanças Climáticas discutidas na COP26.

Atitudes simples

Atitudes simples para aumentar ainda mais o impacto positivo na preservação do planeta, podem fazer parte do dia a dia de todos os profissionais e pessoas preocupadas com esta questão, como o descarte correto dos resíduos da obra, que também podem ser doados para projetos como o "Obra Nossa" e o "Coleta Colorida, da Tintas Verginia".

Outras atitudes são uso de triturador de alimentos para alimentos orgânicos não serem eliminados nos lixões, como opção às famílias que o conseguem instalar em seus lares. Caso não optem pelo triturador, ao menos o incentivo para a compostagem doméstica como uma solução alcançável a todos, incluindo o condomínio, também como forma de gerar menos resíduos que se deslocam até os aterros sanitários e que certamente irão gerar ainda mais gás metano na decomposição.

Programas de compostagem coletivas, como o Composta+, que realizam assinaturas onde incentivam, fornecem infraestrutura, recolhem, compostam e entregam recompensas aos seus usuários, sendo pessoas físicas ou empresas.

A consciência do uso de uma madeira reflorestada para a etapa de construção e também do mobiliário planejado e solto também são diferenciais aos profissionais que assim as escolhem para realizar seus projetos.

O menor uso possível de luz artificial também apresenta representatividade ao se relacionar a arquitetura à prevenção das Mudanças Climáticas em todo o mundo.

Selos Verdes

A partir dos anos 2000 os selos verdes começaram a mostrar ao consumidor e ao mundo uma preocupação com o meio ambiente e as práticas sustentáveis.

No Brasil, por exemplo, existem mais de 30 Selos Verdes, os principais são: FSC, Cerflor, Rainforest, Procel, IBD e Ecocert. Também existe a certificação na NBR ISO 14001, que não é um Selo Verde e sim um conjunto de normas que garantem uma gestão ambiental apoiada em práticas sustentáveis, segundo a revista SIM.

Aqui no sul, dois exemplos de empresas que se atentam aos selos e que buscam construir edifícios para completar cidades mais sustentáveis e ambientalmente responsáveis é a CONSTRUTORA LAGUNA - veja mais destaques sobre ela, e a VOKKAN Urbanismo, que está construindo literalmente um bairro-parque em Porto Belo/SC, com a assinatura de Jarme Lerner.

ESG - Environmental, social and corporate governance

As empresas que já estão atentas a estas questão estão avançando com seus programas de ESH, que traduzido do inglês significa "Governança Ambiental, Social e Corporativa", sendo uma avaliação da consciência coletiva de uma empresa em relação aos fatores sociais e ambientais - Wikipedia.

E as diversas atitudes para estes programas são o incentivo para o consumo local dos diversos materiais que cerca a construção civil, arquitetura e decoração, pois assim evitam que mais emissões prejudiciais sejam emitidas ao planeta - LEIA AQUI MAIS SOBRE LOCAVORISMO, a instrução destes temas ao mercado em que fazem parte em conteúdos diversos ao público de forma presencial em palestras/encontros ou online, em suas redes sociais, a implantação cada vez maior da diversidade em seu quadro de funcionários e outros exemplos que também envolvam a comunidade da qual estão inseridas.

Isso impacta diretamente na concepção, produção, entrega e pós-vendas de produtos e serviços integralmente conectados às melhores práticas, o que faz com que o mercado compreenda seu valor e se associe às atitudes.

Responsabilidade Ambiental

De acordo com o Código de Ética e Disciplina do CAU/BR, é determinante que arquitetos e urbanistas conciliem seus projetos em harmonia com os recursos e ambientes naturais, seguindo sempre os princípios de sustentabilidade socioambiental.

A responsabilidade para que pequenas atitudes possam definitivamente impactar positivamente o cuidado em que todos devem ter com o planeta Terra é individual e deve ser tratada desta forma para que formem coletivos em busca de cada vez mais alternativas sustentáveis e saudáveis contra a degradação do meio ambiente.

E, ao meu ver, a consciência é individual, começa pequena, em atitudes solidárias e que miram o futuro em que todos estaremos cuidando uns dos outros, como sempre deveria ter sido.

 

E você, possui alguma atitude que faça a arquitetura contribuir com a COP26 - 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas?

Aguardo seus comentários.

Imagem de capa Empreendimento Bioos Construtora Laguna Curitiba/PR. Imagem divulgação.

Movimento TOPVIEW por Adriano Tadeu Barbosa
Adriano Tadeu Barbosa
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Sou um comunicador que busca movimentos do Mercado de Luxo para diferenciar pessoas no Marketing Pessoal, desde 2006, com aprovações nacionais e internacionais e conteúdos em diversos formatos para mim e marcas que acredito.

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