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As histórias que vendem o mercado imobiliário

As histórias que vendem o mercado imobiliário

Conheça a Elephant Skin, Real Estate creative agency, brasileira que nasceu americana e está se preparando para atender o mundo 
 

"Histórias conectam e vendem", assim é a frase inicial desta conversa, que replico na íntegra, com o arquiteto, fundador e CEO da Elephant Skin - Real Estate Creative Agency, Henrique Driessen, brasileiro paranaense que hoje comanda mais de 80 pessoas full time espalhadas por diferentes partes do Brasil e do mundo, como Vancouver, Toronto, Indonésia, Argentina e Miami.

Da esquerda para direita - Os sócios André Ceschim, Giovana e Henrique Driessen

"Palco para que incorporadoras, arquitetos, paisagistas, corretores, artistas, designers, entre outros, possam atuar, a Elephant Skin reúne diferentes pessoas de diferentes lugares olhando para diferentes projetos de diferentes localizações", destaca Henrique.

Por atuarem com uma equipe multidisciplinar entre arquitetos, designers, corretores de imóveis e até publicitários e cineastas, o olhar do time é certeiro em alguns pontos, é verdadeiro quando identificamos os diferenciais que estão surgindo no mercado imobiliário, tornando os empreendimentos únicos, e responde algo que muito se busca neste segmento: que ele é composto por pessoas e não por projetos especiais.

Conheça mais desta empresa brasileira que nasceu americana e hoje é reconhecida pela sua atuação glocal.

 

Imagem divulgação Elephant Skin

 

Estamos em um momento de repensar. E vocês são uma empresa que repensou a forma de se mostrar o viver no mercado imobiliário, antes mesmo de um empreendimento começar a ser construído, pelas suas promessas. Vocês contam histórias animadas, fazendo quem assiste suas animações verdadeiramente se imaginarem por lá. É isso mesmo?

A Elephant Skin nasceu inicialmente para resolver um problema do mercado imobiliário. CARINHO.

O mercado imobiliário era carente de atenção e de pessoas especializadas em atender esse mercado. Nascemos com a ideia de dar atenção a um produto feito para as pessoas. As pessoas compram/alugam casas e apartamentos porque querem viver ali. Elas têm família, passam por momentos felizes, momentos tristes, vivem experiências únicas e extremamente pessoais nesse espaço. Tudo precisa ser pensado para as pessoas. No final do dia o mercado imobiliário é movido por pessoas como eu, como você. Essas pessoas possuem histórias. Histórias reais que fizeram elas estarem ali naquele momento olhando para aquele empreendimento. 

As imagens, as campanhas, os filmes, não devem e não são para todo mundo! 

Eles são feitos para aquelas pessoas que conseguem se imaginar naquele lugar, naquele momento, naquele quarto, com aquele barulho. As pessoas se conectam por histórias, por momentos, e o mercado imobiliário perdeu o fator humano.

A Elephant Skin não é a estrela dos projetos, mas nós temos uma capacidade ímpar de juntar ideias incríveis de incorporadores, projetos sensacionais de profissionais incríveis e dar unidade e identidade para esses projetos. 

Em outras palavras, a Elephant Skin é o palco onde incorporadoras, arquitetos, paisagistas, corretores, artistas, designers, entre outros possam atuar.


Imagem divulgação Elephant Skin

Solaia by Embraed | Maringá/PR

Rapidamente, como tudo começou e quem iniciou com este pensamento? 

Eu venho do mercado imobiliário, e por muito tempo busquei Elephant Skins e formatei novos produtos para lançamento.

Porém você encontra produtoras boas, estúdios de 3d bons, agências de publicidade boas, mas você não encontra tudo isso no mesmo lugar. E isso muitas vezes gera telefone sem fio, e uma complexidade grande para comunicação com diferentes pessoas. 

A Elephant Skin nasceu com a ideia de APRESENTAR. 

Fazer apresentações para o mercado imobiliário, e logo cedo descobrimos que a apresentação englobava muito mais do que um brochure, por exemplo. 

Apresentação é absolutamente tudo que o comprador vê e tem a ver com o empreendimento que ele está comprando. TUDO.

Então na época, morávamos em Miami e eu trabalhava para uma outra empresa, e tive a ideia de fazer um filme que mostrasse Miami de uma forma diferente dos que todos estão acostumados. 

A ideia era mostrar uma Miami cidade, para pessoas, para investidores, e esse filme poderia ser usado por inúmeras pessoas e isso se tornaria um marketing orgânico para a empresa. 

A empresa não aceitou fazer o filme e eu fui buscar outras alternativas e acabei caindo na prefeitura de Miami, a qual estava buscando alguém para desenvolver um filme que mostrasse Miami dessa forma, para tentar trazer a segunda sede do Amazon para Miami.

Nesse momento fizemos nosso primeiro projeto, apresentando Miami de uma forma humana, e assim nasceu a Elephant Skin.

Downtown Miami DDA | by Elephant Skin

 

Por que uma empresa americana feita por brasileiros? Ou seria ao contrário?

A empresa nasceu nos EUA em 2017. Pela localização nascemos de forma global e foi isso que aconteceu. 

A localização nos abriu portas para outras partes do mundo. Em um ano estávamos com projetos no Canadá, e em algumas outras partes do globo, e mais tarde alguns incorporadores começaram a nos procurar para projetos no Brasil e aqui estamos. 

Esse rótulo foi colocado, mas acredito que somos uma empresa do mundo feita por pessoas. Hoje possuímos ao redor de 80 pessoas full time, espalhadas por diferentes partes do Brasil e do mundo, como Vancouver, Toronto, Indonésia, Argentina e etc. 

Time nova sede Curitiba/PR

O grande diferencial foi ter apostado no trabalho remoto e confiar nos profissionais que estávamos trazendo. As pessoas que trouxemos transformaram a Elephant Skin no que somos hoje, e isso não nos faz uma empresa americana, ou brasileira, ou canadense. Somos uma empresa global feita por pessoas incríveis que entregam diariamente histórias.

VAZ Batel by Laguna | Curitiba/PR

Hoje, com dezenas de projetos, ao mesmo tempo, e em várias cidades em diferentes países, a forma de viver pelos projetos dos quais vocês estão à frente graficamente, é parecida em que sentido e diferentes em quais pontos?

É diferente e isso é sensacional.

Trabalhar com o mundo é uma experiência que acho que acho que todo mundo deveria ter. 

Isso abre a cabeça, quebra conceitos e preconceitos. Faz com que a gente olhe o nosso próprio dia a dia de uma outra forma.

A forma como as pessoas vivem é diferente, como você usa a área comum, ou um apartamento, é diferente de pessoa para pessoas, imagine de país para país. 

No Canadá você tem um desafio quando precisamos fazer os projetos no final do ano pela quantidade de neve. Nos EUA você tem uma quantidade muito maior de apartamentos por prédio, o que torna algumas coisas mais automatizadas, digamos assim. 

No Brasil você tem um cuidado muito grande por cada uma das áreas do empreendimento, então todos os espaços são muito bem pensados e isso gera um volume maior de material. 

Mas no final do dia o resultado precisa conectar com a pessoa que está buscando aquele espaço e o grande diferencial da Elephant Skin é ter diferentes pessoas de diferentes lugares olhando para diferentes projetos de diferentes localizações. 

O leque de ideias se multiplica consideravelmente e conseguimos atingir coisas que os clientes nem imaginavam, saindo muito do previsível por causa dessa pluralidade.

Imagem divulgação Elephant Skin

THE BOX, Hilton | Tulum

Por atuarem com uma equipe multidisciplinar entre arquitetos, designers, corretores de imóveis e até publicitários e cineastas, o olhar de vocês é certeiro em quais pontos?

Boa pergunta.

A multidisciplinaridade é exatamente isso.

Por exemplo, hoje temos pessoas com um conhecimento muito grande em paisagismo e isso eleva o nível das imagens e filmes por causa dessa especialidade. A mesma coisa acontece com os filmes. 

Nosso olhar se torna certeiro porque conseguimos ter uma visão do todo. Do início até a entrega final, fazendo com que todas as diferentes pessoas ao longo do processo estejam alinhadas.

Cada profissional tem uma especialidade e a Elephant Skin busca dar liberdade para que eles se encontrem e desenvolvam ainda mais esses olhares específicos. Temos profissionais que já trabalharam coordenando projetos de arquitetura na Índia, em Dubai e quando trazemos para a nossa realidade, eles conseguem aplicar os mesmos conhecimentos em uma operação às vezes menor. 

A mesma coisa acontece com editores, artistas 3D, designers e etc.
 

Imagem divulgação Elephant Skin

Como estes pontos podem ser melhor aproveitados pelos corretores de imóveis responsáveis pelas vendas dos empreendimentos dos quais vocês criaram as perspectivas? Vocês chegam a entregar também alguma orientação neste sentido às empresas que lhes contratam?

O objetivo das nossas campanhas é que todos os envolvidos tenham que falar pouco.

Quanto menos falar, mais efetiva foi a campanha.

Tão importante quanto falar pouco, é fazer com que 100% das pessoas envolvidas, desde a criação e desenvolvimento do produto até a equipe de vendas na ponta final, tenham um discurso uniforme, e apresentem o produto com a mesma linguagem.

O nosso material cobre desde a conceituação do projeto, logo, nome, website, imagens, filme, e realidade virtual. Em alguns casos, apresentamos para toda a equipe de vendas todo o projeto, o conceito, os ganchos do projeto para que estejam todos alinhados na mesma página do que pensamos para criação. 

Por isso, no início do projeto, além de conversar com o incorporador, gostamos de falar com os profissionais envolvidos, porque foram eles que iniciaram a história a ser contada.

River District | Vancouver

Em 2020 vocês aceleraram o crescimento no que esperavam em 3 anos. E de agora em diante? Quais as expectativas de velocidade?

A Elephant Skin se tornou uma plataforma de pessoas. 

Crescemos de uma forma muito acelerada, muito por conseguirmos trabalhar para o mundo e de forma remota. As pessoas encontram na Elephant Skin um lugar para crescer e nós fomos juntos com esses profissionais. 

Para os próximos anos estamos estruturando algumas operações em outros países como China, a abertura de uma nova sede em Curitiba com estúdio de gravação, uma nova sede em Toronto além de investimento em novas startups e tecnologias. Inclusive escolhemos Curitiba por entendermos o movimento tecnológico que está acontecendo na cidade.

Dessa forma conseguiremos continuar como referência na área e poderemos continuar antecipando as necessidades dos clientes.

Hoboken Heights | New York (Making Of + Filme)

Essa velocidade dita acima é reflexo do crescimento do mercado imobiliário. Atualmente vemos muitos lançamentos acontecendo ao mesmo tempo. Os estoques existentes praticamente deixaram de existir em 2020. De agora em diante e com o olhar de vocês, os imóveis que irão se destacar serão os que?

Os mercados são diferentes, porém existe uma demanda reprimida a nível mundial. Estamos vivendo uma época ímpar, onde temos um ano (2020) que praticamente não existiu em alguns lugares e agora está sendo vivido em 2021. 

Ou seja, estamos vivendo 2 anos em 1. Isso terá consequências nos ciclos já conhecidos de mercado imobiliário. Mas é muito legal ver as mudanças de mentalidade. Os projetos estão se tornando projetos reais e não cópias um dos outros. 

Os arquitetos estão sendo valorizados como devem, novos profissionais estão aparecendo no mercado, o investimento em paisagismo aumentou consideravelmente, trazendo vida para os projetos. E acredito muito que as pessoas estão mais exigentes. 

A velocidade com que recebemos informações diariamente é assustadora e por isso os incorporadores precisaram subir a régua. O projeto precisa ser pensado, precisa ser bom, fazer sentido e ser bem feito. 

Fazer projeto por fazer e gerar volume não acho que continue sendo uma realidade. Prova disso é a quantidade de projetos que estamos fazendo. E se estamos fazendo é porque estão tendo preocupação em apresentá-los. História conecta. História vende!

 

Movimento TOPVIEW por Adriano Tadeu Barbosa
Adriano Tadeu Barbosa
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Sou um comunicador que busca movimentos do Mercado de Luxo para diferenciar pessoas no Marketing Pessoal, desde 2006, com aprovações nacionais e internacionais e conteúdos em diversos formatos para mim e marcas que acredito.

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